sobre consumo e desapego

Imagem1Fonte: https://www.instagram.com/minimalluu/

Sabe como passei a compreender tanto o minimalismo? Experimentando o “outro lado” dessa vida.

Como muitos que me conhecem sabem, era EXTREMAMENTE consumista.

Gastava todo meu dinheiro em lojas de brinquedos (era viciada em bonecos de Sagas para usar de enfeite no quarto), roupas (Tinha 1 gaveta funda SÓ de t-shirts de Star Wars, sério) e muitas outras baboseiras que meu coração de “AI MEU DEUS QUE INCRIVEL, PRECISO DISSO” pedia.

Meu dinheiro ia embora com uma rapidez maior do que o recebia. Logo me percebi com 2 cartões de crédito, um de débito (sem nada) e um quarto repleto de coisas lindas, porém, inúteis.

Eu precisava pagar boletos importantes, renovações da carteira de arquiteta, uma remoção de siso que o plano não cobria ou até uns trocados para um lanche quando estava na rua. E eu não tinha esse dinheiro. Por que? Minha compulsão do AGORA sugou todas as minhas finanças.

Muitos me perguntam como eu migrei de um Extremo para outro. Não, não foi por causa de um só livro e não, esse processo não durou 1 semana, nem 1 mês. Durou meses (e ainda dura de certa forma). É quase uma evolução espiritual (digamos assim). Com o passar das faxinas, desapegos e outras consciências (decididas unicamente por mim, ninguém me obrigou) comecei a perceber o mundo com um olhar diferente. Mais simples, limpo e leve.

Realmente para mim HOJE, não faz sentido eu ter 12 ou 15 casacos (sim, eu tinha hahaha). Não faz sentido eu ter 3 gavetas ou mais, entupidas de sapato, quando na verdade, eu nem uso todos. Não faz sentido comprar mais roupas, se eu nem uso todas as que tenho.

No começo foi muito psicologicamente chocante, por assim dizer, me “livrar” de tantas posses. Achei que iria me arrepender, ter surtos de compra para suprir “o que se foi”… quando na verdade me veio um alivio IMENSO e um gostinho de “quero mais”. E cada vez mais fui me impulsionando para uma vida simplificada.

Eu tenho um costume particular. Eu mudo MUITO de estilo as vezes. Mudo a cor e corte de cabelo como quem troca de roupa, me visto de vestidos florais numa época e jeans e t-shirts em outras. E com tanta oscilação, notei que nunca estava satisfeita.
Foi aqui que me deu um click sabe? Um apito na mente. Eu nunca estava plena com o que vestia ou como me mostrava para o mundo.

Atualmente tenho acompanhado muitas meninas fazendo “transição” para retomar seus cabelos naturais e sem química, assim como tenho visto muitas aderindo ao famoso “Armário Cápsula” (Que em breve postarei sobre, mas basicamente, é viver com o mínimo de peças e evitar compras desnecessárias). Com o mundo retornando ao natural e ao essencial, me senti ainda mais motivada. Doei e vendi 90% do meu armário. Aderi a um estilo mais simples, mas que me identifiquei muito e resolvi parar de alterar tanto a química dos meus fios (eu não alisava, mas usava muita tintura e descoloração).

Hoje tenho o necessário e o que me deixa feliz de fato. Meus bonecos se foram, mantive uns poucos que me alegram de fato. Muitos brinquedos foram para novos donos, que provavelmente, darão mais valor do que eu no momento. Abri mão de ter mil cores no cabelo e retornei a cor natural, cortei curto o suficiente para ser prático e eliminar químicas restantes, parei de comprar e usar maquiagem (nunca gostei na verdade – de vez em quando eu uso um delineador apenas), quitei minhas dívidas no cartão de crédito e hoje só uso débito (qual o sentido de parcelar algo? Se você não pode pagar, não compre! – Esse é meu jeito de me controlar – hahaha).

Gasto agora com boas refeições, coisas necessárias de verdade. Não possuo mais 3 tipos de creme de cabelo, 50 hidratantes e mil esmaltes. São coisas, coisas e mais coisas. De alguma forma, tudo isso me sufocava sem que eu percebesse. Era uma dedicação, um amor envolvido apenas em OBJETOS. Até onde seria saudável?

Juro que se eu vendesse meu quarto TODO (considerando livros e bonecos raros e importados) eu pagaria uma viagem confortável pra Paris ou Argentina. Sério.

Quero agora uma vida como um quadro limpo, onde posso escrever o que eu quiser. Comecei pelo meu quarto, depois pelo meu pessoal (desapegando também de várias redes sociais) e agora me direciono a gastar com viagens, saída com amigos e coisas que me acrescentem. Minha atenção se volta mais para o meu eu, minhas prioridades são outras e nunca estive tão feliz por ter tomado tais decisões.

Me sinto outra pessoa praticamente. Livre se algumas amarras sociais, possuo o pouco que me faz feliz e continuo na árdua tarefa de caminhar para uma vida cada vez mais minimalista (em termos materiais) e menos minimalista na qualidade de vida.

wwwFonte: https://www.instagram.com/minimalluu/

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